Domingo XXXI do Tempo Comum - Ano A
Leituras:
1ª - Mal 1, 14b – 2, 2b. 8-10
Salmo - 130, 1. 2. 3
2ª - 1 Tes 2, 7b-9. 13
Evangelho - Mt 23, 1-12
Comentário feito pelo Padre Alberto Vieira, MCCJ: Quem se senta na cadeira de Moisés?
Hoje todos estão a correr para o Cemitério preparando o grande dia de comunhão com os que amamos e já partiram fisicamente da nossa companhia. Mesmo assim é importante olharmos serenamente para o Evangelho deste domingo.
Fala da cadeira de Moisés e de quem nela se senta.
Ter cadeira e sentar-se na cadeira de algum poder cultural, social, político, económico, etc. é importante para a cultura onde me encontro tentando testemunhar os valores do Evangelho. Normalmente as pessoas sentam-se na esteira. Quem é grande ou demasiado estranho lá se procura um banco e melhor ainda uma cadeira.
Pois bem meus amigos os escribas e fariseus, de quem fala o evangelho hoje, somos todos nós. Como diz o texto de hoje: “Jesus falou á multidão e aos discípulos”, ou seja a nós.
Todos desejamos coerência de vida. Verdade em tudo e em todos. Uma das coisas que mais me magoa aqui na Missão é a mentira. Dizem uma coisa e pensam noutra. Tentam sempre enganar para sair das situações embaraçosas. Desdizem mesmo a fé base, num instante, para sobreviverem.
Vamos lá ser um pouco mais coerente nas afirmações e opções de vida! Neste ponto cada um tem de mudar e…converter-se. Cristo foi sempre coerente, até ao fim, ao projeto do Pai que era, foi e é, de salvar a humanidade. Eis o sonho de Deus!
Mateus tenta fazer-nos compreender que não vale “vender” uma imagem do que não somos. Não vale a pena sentar-se na cadeira. O melhor é estar ao nível de todos os outros.
Na terra, em caminho para a casa comum, não temos que um Pai: “um só é o vosso pai, o Pai celeste” e um só “Mestre” e “Doutor, pois um só é o vosso doutor” que é Jesus Cristo “o Messias”. Todos somos tudo e nada mais do que é verdadeiramente importante: irmãos. “Vós sois todos irmãos”.
Boa semana com todos os santos, nossos e dos outros, mas que sempre são intercessores de todos nós junto do nosso “Mestre” Jesus Cristo e do “Pai” de toda a humanidade.


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